segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Abraço Online

Senti um arrepio. Pensei vazio. Inalei o perfume. Como somos vazios na madrugada...
Encaro as paredes. Respiro fundo. Como saber onde você está?
A solidão que fere. Busca. Me abraça...
Quantos abraços estão perdidos. Órfãos. Desnutridos!
A gente precisa de um. Mas não quer admitir.
A gente deve dar uns três. Todo dia. Ao menos 3x. Ao dia!
Preciso urgentemente de um abraço. Online.
Você aí fora. Solta no mundo. Resistindo ao meu grito: COME ON!
Não consigo dormir. Nem quero sonhar. Flashes incertos.
Tenho você aqui dentro. Guardada. Protegida.
Duvido que o mundo nos faça mal.
Abraço o travesseiro. Gélido. Inodoro. Cheiro de um só.
Há quantas luas te encontrei, e não cheguei a ti?
Há quantas paredes nesta cela?
Em quantas direções o seu caminho se divide?
Tela fria. Sorriso morno. Coração requentado...
O tempo naufraga. Sem tic-tacs. Horas digitais.
Levanto. Sento. Trabalho. Leio. Cappuccino as palavras.
Agora, liquefeito, entendo.
Sinto falta. Desespero. Alimento a dor. Faço-a debutar.
Me perco criança no colo da noite!
Desaprendo o desapego. Quero você. Do jeito que for. Por tudo que for.
Amanhece. Nada que se fazer. Ninguém pra ouvir...
As ilhas ficaram distantes...
E o universo pequeno!
E o coração continua batendo. Descompassado. Atravessado.
Atravessando mais um dia...
À procura de um abraço!

* A expressão "Abraço Online" eu ouví no vídeo de uma amiga amada de minh' alma. Foi tão natural e bem dita, que me apropriei. Se ela autorizar, eu publico quem ela é.

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